Após um começo desanimador na Série B do Campeonato Carioca, a Cabofriense trocou de treinador. Saiu Rubens Filho e entrou Antônio Carlos Roy. O treinador chega ao clube através de uma parceria do tricolor praiano com o Madureira, de onde vieram seis jogadores. Oriundo da Região dos Lagos, Roy trabalhou no Arraial do Cabo (CEAC) e finalmente tem a oportunidade de trabalhar na Cabofriense e entrar para a história do clube, reconduzindo o tricolor a eleite do futebol carioca. Confira a entrevista que o técnico deu a reportagem do site najogada.
Roy, você é de Saquarema, já trabalhou no Arraial do Cabo e agora foi contratado pela Cabofriense. Tem um sentimento especial?
- É uma honra, até porque sempre sonhei em trabalhar na Cabofriense, pois sou da região. Trabalhei no Arraial, onde fui jogador e treinador e sempre tive muito contato aqui com a base da Cabofriense, onde sempre mandei jogadores pra cá. É um orgulho estar aqui nesse clube que tem uma grande estrutura e não merece estar onde está, já que desde 2006 vem brigando pelo título do Campeonato Carioca. Espero que possamos ter o mesmo sucesso que tivemos no Boavista, Resende e Bangu, subindo essas equipes para a primeira divisão, esse é o principal objetivo.
A Cabofriense contratou oito reforços. Acredita que seja o suficiente para que a equipe possa subir de divisão?
- Espero que sim, que com estes jogadores mais aqueles que já estavam aqui, possamos conseguir fazer uma boa campanha, que a equipe se imponha dentro e fora de campo. Que a gente possa chegar mais rápido possível na primeira divisão.
Nas últimas três edições que você participou da Série B, você conseguiu o acesso. Como disputar essa competição, já que é totalmente diferente da Série A.
- Temos que ter muito cuidado, pois quem acompanha a Segunda divisão sabe que às vezes você deixa a técnica de lado e busca a superação. Vamos jogar contra equipes que jogam fechadas, campos horríveis, então temos que nos preparar para cada jogo. Tenho essa experiência e sei que temos qualidade para subir. Em casa podemos ter uma postura de qualidade de time de primeira divisão, porque os jogadores que hoje estão aqui no clube são jogadores que vieram da elite carioca. Mas, não podemos encarar a competição como se fosse à primeira divisão e sim como a segunda, um jogo mais corrido, pegado, disputado e na maioria das vezes decidido na bola parada. A primeira coisa que temos que fazer é arrumar a parte defensiva, que seja boa na cabeça, forte, de muita marcação. Obviamente na frente é qualidade, quem faz o gol tem que ser diferente.
Fora de casa o desempenho é ruim, como fazer o aproveitamento melhorar?
- Temos que nos impor fora de casa, lógico que sempre respeitando o adversário. O importante é pontuar, se não conseguirmos os três pontos, um ponto já está de bom tamanho, o que não podemos é deixar de pontuar.
Fora de casa você já sinalizou com o 3-5-2. Em casa vai manter o esquema ou vai adotar uma linha mais ofensiva?
- Nem sempre quando você joga no 3-5-2 você deixa de ser ofensivo, dependendo dos seus alas. Você pode até atacar com seis e defender com quatro. Eu sempre falo com os jogadores que você pode jogar no 4-3-3 e não ser ofensivo. Então, temos esse cuidado de armar bem a equipe, para conseguir atacar com qualidade e defender com eficiência. Evidentemente no 3-5-2, é importante que tenha dois alas de muita qualidade para que o esquema funcione. Aos poucos vamos conhecendo todo o elenco.
A Cabofriense tem dois jogadores de qualidade na frente, que é o Diego Salles e o Neto. Mas, ambos não estão em boa fase. Pretende conversar com eles para que eles possam recuperar o bom futebol?
- O Neto já conheço bem, pois é do Madureira. Apesar de nunca ter trabalhado com o Diego, acompanho o jogador desde 2007, pois sempre o achei bom jogador. Não devemos atuar com os dois contra o Fênix, mas são jogadores de qualidade e que vão nos ajudar bastante no campeonato.
O que o torcedor pode esperar da Cabofriense agora contigo a frente da equipe?
- Pode esperar um time competitivo, uma equipe sempre bem montada, estruturada. Sempre falo para os meus atletas que independe se você está ganhando ou perdendo de cinco, você tem que ter postura de time, equipe treinada e isso eu cobro muito deles. Um time aguerrido, que marca forte e sai rápido para o ataque. Quero dizer ao torcedor, que minha vinda para a Cabofriense foi por amor, pois tinha propostas muito melhores de fora do estado, mas preferir vir a Cabo Frio e participar da luta do clube para retornar a elite do futebol carioca. O torcedor pode confiar no trabalho, que a Cabofriense em 2011 vai estar na primeira divisão.